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O meu Deus é um Deus ferido

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Ficha Técnica

Título: O meu Deus é um Deus ferido
Autor: Tomáš Halík
Ano de edição ou reimpressão: 2015
Editora: Paulinas
Idioma: Português
Dimensões: 140 x 210 x 17 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 240
Peso: 324g
ISBN: 9789896734411

Sinopse

«Ali, em Madrasta, tornou-se-me, para sempre, óbvio o seguinte: não tenho o direito de professar a fé em Deus, se não tomar a sério o sofrimento dos meus próximos e vizinhos. Uma fé que prefere fechar os olhos perante a dor humana é apenas uma ilusão ou ópio… Mas uma coisa é ainda muito importante: na perceção da dor que há no mundo, não podemos centrar-nos apenas nos “problemas sociais”, mesmo que este tipo de sofrimento brade, com razão, à consciência moral do mundo e de cada um de nós, e a sua voz não deva deixar de se ouvir» (O meu Deus é um Deus ferido, p. 17-18).

Ao receber a notícia, em março de 2014, de que lhe fora atribuído o Prémio Templeton 2014, Tomás Halik alegrou-se por esta nomeação ter coincidido com o primeiro aniversário do pontificado do papa Francisco, a quem ele louvou por ter introduzido a «cultura da proximidade» na Igreja atual.

Essa cultura foi o que ele procurou transmitir no livro Dotkni se ran [Tocar as feridas] (2008), agora editado pelas Paulinas Editora com o título O meu Deus é um Deus ferido. Trata-se de uma profunda reflexão sobre o «evangelho de Tomé» (Jo 20,19-29), tendo como pano de fundo os problemas do nosso mundo: a miséria social e a pobreza espiritual. Estes problemas, precisamente, são a «chagas» de Cristo que é preciso tocar. «Se os ignoramos – diz o nosso autor -, não temos o direito de proclamar: “Meu Senhor e meu Deus”.»

O padre e filósofo Tomás Halik tornou-se conhecido internacionalmente pelo seu empenho num diálogo construtivo com os não-crentes, ou com os crentes de outras tradições religiosas. (Precisamente por esse compromisso na promoção dos valores espirituais, veio a receber o Prémio Templeton.) Esse empenho bebeu-o ele dos seus professores, sacerdotes perseguidos que passaram muitos anos nas prisões e campos de trabalho comunistas, onde aprenderam o valor do diálogo com o outro não crente (ou não cristão), e que esperavam e sonhavam com uma Igreja purificada, com uma Igreja sem triunfalismo e ao serviço dos pobres e oprimidos. Afinal, com a Igreja de Francisco.

Sobre o autor

Tomáš Halík nasceu em Praga, no ano de 1948. Licenciou-se em Ciências Sociais e Humanas, em 1972, na Universidade Charles, Praga.

Pouco depois, iniciou, clandestinamente, a formação superior em Teologia, que veio a concluir, já depois da queda do muro de Berlim, numa importante universidade pontifícia de Roma.

Foi perseguido, durante a ocupação comunista, como “inimigo do regime”. Trabalhou como psicoterapeuta numa unidade de acompanhamento a toxicodependentes. Em 1978, sempre na clandestinidade, foi ordenado sacerdote e tornou-se um dos assessores mais próximos do cardeal Tomášek, figura emblemática da chamada “Igreja do Silêncio”. Com o fim do Comunismo, foi nomeado conselheiro do presidente Václav Havel e, posteriormente, Secretário-Geral da Conferência Episcopal Checa.

Atualmente, ensina Sociologia e Filosofia da Religião na Universidade Charles, em Praga. Tem também exercido a docência, como professor convidado, em universidades tão prestigiadas como Oxford, Cambridge e Harvard. É membro da Academia Europeia da Ciência e da Arte e foi consultor do Conselho Pontifício para o Diálogo com os Não-Crentes. Os seus livros estão traduzidos em numerosas línguas. Foi distinguido com prémios nacionais e internacionais de literatura e de diálogo intercultural e inter-religioso, como o Prémio Cardeal König (2003) ou o Prémio Romano Guardini (2010). O seu livro Paciência com Deus, que a Paulinas Editora apresenta ao público português, recebeu o galardão de “Melhor Livro Europeu de Teologia de 2009/10” e, nos EUA, foi destacado como “Livro do Mês”, em julho de 2010.

Tomáš Halík foi distinguido com o Prémio Templeton 2014, de 1,3 milhões de euros, um dos maiores do mundo atribuídos a pessoas individuais. O padre e filósofo checo arriscou ser preso por promover a liberdade religiosa e cultural depois de a União Soviética ter invadido a Checoslováquia, tendo-se tornado desde então um defensor do diálogo entre diferentes fés e não crentes, assinala o site do Prémio Templeton. O prémio da Fundação Templeton, sediada em West Conshohocken (Pensilvânia, EUA), distingue uma personalidade que tenha contribuído de forma relevante para afirmar a dimensão espiritual da vida. Entre os distinguidos encontram-se a Beata Madre Teresa de Calcutá, no primeiro ano em que o galardão foi atribuído (1973), Irmão Roger (Taizé), Chiara Lubich, Aleksandr Solzhenitsyn e, em 2013, o arcebispo anglicano Desmond Tutu.

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