PESQUISAR

Esgotado

É tempo de falar do Padre Américo

REF.:0010030005955

Out of stock
Entrega no dia útil seguinte!

18,50 IVA inc.

Ficha Técnica

Título: É tempo de falar do Padre Américo
Autor: José da Cruz Santos
Ano de edição ou reimpressão: 2016
Editora: Modo de Ler
Idioma: Português
Dimensões: 172 x 239 x 15 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 224
Peso: 612g
ISBN: 9789898364784

Sinopse

“É tempo de falar do Padre Américo”. Assim, nas páginas que se seguem, se vai falar dele. Quer o Leitor conhecer a verdade das coisas? Então venha por aqui que encontrará a ponta da meada, e há de ver.

PADRE JÚLIO PEREIRA

O Pai Américo

Do Pai Américo, quase só posso dizer que o sinto como testemunha entusiasmada do amor de Deus que vivia apaixonadamente no amor do próximo e do próximo adolescente ou jovem com quem Jesus se identificara.

Vi-o mais que uma vez, era eu jovem padre e a sua figura com jeitos de quem procura nunca mais me saiu da alma.

Do Porto, saiu-se lá para as Áfricas, onde, inteligente como era, conhecia e experimentava sucessos. E estes sucessos, um dia, incomodaram-no de tal forma, que resolveu entregar-se a Deus para servir os sem futuro, principalmente das camadas jovens, dos Rapazes da Rua.

Fez-se então sacerdote, não sem alguma dificuldade e (quase) logo se entregou por inteiro ao serviço desses tesouros escondidos, fundando as Casas dos Rapazes da Rua, o Património dos Pobres e o Calvário para os sem esperança de cura. O Padre Américo, para manter estas instituições, corria Portugal e não havia ninguém que se não deixasse tocar por esta figura a quem muitos já chamavam santo.

Eu tive a feliz oportunidade de conviver com a Casa de Setúbal e quanta força ali sentia no modo evangélico como se vivia a «herança» do Pai Américo por parte de todos, logo do Padre, ao tempo Padre Acílio. A sua obra está estudada ao pormenor no que ao que se vê diz respeito. Importa mais mergulhar na alma que continua a ser Evangelho vivo, não obstante tantas dificuldades que os tempos e os homens vão criando. O actual e célebre teólogo Halik num belo livro O meu Deus é um Deus ferido afirma que a verdadeira fé nasce da ferida e apresenta o exemplo de Tomé que, só quando tocou as chagas de Jesus, se deixou cair por terra, exclamando: «Meu Senhor e meu Deus», ao que o Senhor ripostou: «Porque me viste e tocaste as minhas chagas, Tomé, acreditaste».

A verdade da fé tem a ver com as chagas de Jesus, quero dizer, com as chagas dos que sofrem. Por isso, este Homem, o nosso Santo Pai Américo, foi um homem de fé profunda e vivida, porque sempre viveu em contacto com as chagas, que sendo dos outros, eram de Jesus.

Eu vi o Pai Américo na igreja da Trindade, no Porto, de batina e descalço, tomei parte nas exéquias e participei no seu funeral. O Porto veio todo para a rua, chorando. É que ali ia um Santo. É que ali estava um Santo. Está em curso o processo da sua canonização, mas o povo de Deus já se antecipou.

D. Manuel da Silva Martins Bispo Emérito de Setúbal.

Sobre o autor

Iniciou a sua atividade como editor na Portugália Editora, de Lisboa, em 1963, foi o fundador da Editorial Inova e da Editora O Oiro do Dia, no Porto.

Também pode gostar…

Back to Top