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Dominus Est

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Ficha Técnica

Título: Dominus Est
Autor: Athanasius Schneider
Ano de edição ou reimpressão: 2008
Editora: Caminhos Romanos
Idioma: Português
Dimensões: 135 x 210 x 8 mm
Encadernação: Capa mole
Páginas: 80
Peso: 155g
ISBN: 9789899589018

Sinopse

Tendo como quadro de fundo a bimilenária história da piedade e da tradição litúrgica da Igreja universal no Oriente e no Ocidente, sobretudo quanto ao desenvolvimento orgânico do património patrístico, pode-se fazer a seguinte síntese:

1. O desenvolvimento orgânico da piedade eucarística como fruto da piedade dos Padres da Igreja conduziu todas as Igrejas, no Oriente como no Ocidente, ainda no primeiro milénio, a dar a Comunhão aos fiéis directamente na boca. No Ocidente, no início do segundo milénio, acrescentou-se o gesto profundamente bíblico de se ajoelhar. Nas várias tradições litúrgicas orientais cerca se o momento da Comunhão do Corpo do Senhor com augustas cerimónias e frequentemente exige se dos fiéis uma prévia prostração por terra.

2. A Igreja prescreve o uso da patena, para evitar que algum fragmento da hóstia sagrada caia no chão (cfr. Missale Romanum, Institutio generalis, n. 118; Redemtionis sacramentum, n. 93), e que o bispo lave as mãos após a distribuição da Comunhão (cfr. Caeremoniale episcoporum, n. 166). Porém, no caso da distribuição da Comunhão na mão, acontece não raramente uma separação dos fragmentos da hóstia, os quais caem no chão ou ficam apegados à palma e aos dedos da mão dos comungantes.

3. O momento da sagrada Comunhão, na medida em que esta é o encontro do fiel com a Pessoa Divina do Redentor, exige, por sua natureza, também gestos exteriores tipicamente sacros como a genuflexão (na manhã do Domingo da Ressurreição, as mulheres adoraram o Senhor ressuscitado prostrando-se no chão diante d’Ele (cfr. Mt 28, 9) e também os Apóstolos o fizeram (cfr. Lc 24, 52), e talvez o apóstolo Tomé dizendo «meu Senhor e Deus meu» (Jo. 20, 28).

4. O deixar-se alimentar como uma criança, recebendo a Comunhão directamente na boca, exprime ritualmente do melhor modo a atitude de receber e de ser criança diante de Cristo que nos nutre e que nos “aleita” espiritualmente. Já o adulto, pelo contrário, leva por si mesmo o alimento à boca com seus dedos.

5. A Igreja prescreve que durante a celebração da Santa Missa, no momento da consagração, todos os fiéis se devem ajoelhar. Não seria liturgicamente mais adequado, se, no momento da sagrada Comunhão, quando o fiel se abeira, mesmo corporalmente, o mais próximo possível do Senhor, o Rei dos reis, ele O saudasse e O recebesse ajoelhado?

6. O gesto de receber o Corpo do Senhor na boca e ajoelhado poderia ser um testemunho visível da fé da Igreja no mistério eucarístico, e também um factor restaurador e educativo para a cultura moderna, para a qual o ajoelhar-se e a infância espiritual são fenómenos completamente estranhos.

7. O desejo de prestar de modo visível à augusta Pessoa de Cristo, também no momento da sagrada Comunhão, o afecto e a honra, deveria adequar-se ao espírito e ao exemplo da bimilenar tradição da Igreja: «cum amore ac timore» (o adágio dos Padres do primeiro milénio) e «quantum potes, tantum aude» («quanto podes, tanto ousa», o adágio do segundo milénio).

Queira Deus que os Pastores da Igreja possam renovar a Casa de Deus, que é a Igreja, colocando Jesus eucarístico no centro, dando-Lhe o primeiro lugar, actuando de modo que Ele receba gestos de honra e de adoração também no momento da sagrada Comunhão. «A Igreja deve ser emendada a partir da Eucaristia»! (Ecclesia ab Eucharistia emendanda est!). Na hóstia sagrada não existe alguma coisa, mas Alguém. «Ele está aí!», assim sintetizou o mistério eucarístico São João Maria Vianney, o santo Cura d’Ars. Uma vez que aqui se trata de nada menos que do próprio Senhor: «Dominus est!».

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